O poema fala sobre uma pessoa que agiu e fez coisas dignas de arrependimento em sua vida.Agora com a chegada da velhice se vê triste e solitario.Reflete sobre coisas que fez na sua vida e mostra que temos de aproveitar cada dia de nossa historia,poi depois não podemos voltar ao passado e reescrevê-la.
AO FIM DA VIDA
O som do rádio a tocar,
Melodias crescentes e emocionantes
dentro de mim.
Meu coração recita muitas coisas
que eu nunca havia ouvido.
E ao som de uma flauta,
A alma segue paralizada.
.
.
Os calafrios provocados em meu corpo.
As sensações correndo pelo meu ser.
E as lembranças que me vem ao cair das lagrimas fascinadas.
Imagens da infância,
Imagens da infância,
frases que muitas vezes disse,
Os amores que tive
e os que deixei de ter.
Escorre o choro abumdante ao relembrar as
coisas e pessoas perdidas ao longo da vida.
Meus pecados e impurezas corroem minhas virtudes,
Como um lençol de nuvens negras tomadas de tempestade.
A vida passa num longo filme,
Relembra meus amores,
Vasculha minhas dores,
E semeia arrependimento em cada canto do pensamento.
Em meus olhos brotaram marcas que nem
os ventos dos anos puderam levar.
Ao meu redor seguiram os pensamentos duvidosos,
Que enfraqueceram minhas forças e aproximaram-me do mundo real,
Aquele que revira meu passado
e enfatiza minhas perdas.
Eu aqui,só,nesta sala imensa.
À minha frente a perede escura,
Ao meu lado o radinho à pilha que já não funciona como antes.
Não me boto à frente dos espelhos
para não ver as marcas que o tempo me deixou,
Um velho solitário,
amargurado,
Que tem como unica companhia as músicas,
amargurado,
Que tem como unica companhia as músicas,
Que não me tocam, nem me ouvem, mas me dizem muitas coisas.

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