quarta-feira, 15 de abril de 2015

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Versos traídos





Não sei se vou
Pra algum lugar
Nem sei se está 
A me esperar

 A mancha vermelha
Apenas me distancia
Do homem culto 
Que fui um dia

O pano branco
Encharcado de ex-amores
escorre em prantos
Em direção às minhas dores

Ela se foi
Não sei se vou 
Ela ficou com meu amor
Suicidá-la
Juro que tento
Fazes do sonho
O meu tormento.

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Lembrança




Nas folhas do mar
está me olhando.
Na mente velha.
No fim do mundo.
Sem nem falar, 
Está lá,
Sempre a me olhar.
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O coração dos homens


Ela passou por mim,mas a tão esperada ligação de olhares não aconteceu.Nesta hora me perguntei novamente se realmente era ela.Não sabia se deixava-a passar, sem direção, em seu andar vago ou tomava coragem, estufava o peito e ia ao seu encontro. Nem um nem outro, na verdade, passei a caminhar atrás de ti, na esperança de que ela, ao virar-se para olhar algo ou abaixasse para amarrar os sapatos me visse, mas assim não aconteceu.
Não aguentei ver teu corpo tão calmo, tão brando andar a poucos metros de mim, e eu, eu ali naquela covardia que aflora no coração de todo apaixonado.
A esta altura eu já desistira dos olhares, das palavras, do encontro. Agora seus passos antes dormentes se esticavam, se distanciando mais rápido, parecia ter acordado do sono de seus pensamentos e percebido estar atrasada.Mas onde iria com tanta pressa? Com certeza não tinha um encontro marcado comigo.
Ao vê-la virar a esquina também apressei os passos, nem sei porque a segui, nem até quando, só queria estar próximo.
Aquela esquina...Ah, aquela esquina...Não imaginara eu que esta se tornasse o carrasco de minha história de amor ainda inexistente. Foi ali que perdi sua imagem, em meio aquela valsa de buzinas, foi ali que a perdi, sem ganhar ao menos o último olhar.
Depois deste dia não a vi mais,  pressa e as olhadas no relógio deviam ser para pegar um ônibus, talvez um avião e mudar-se para longe de mim. Assim acabou mais uma história onde só eu amei, onde o único a sentir o peito apertar-se fui eu. Num tombo impiedoso saí do mundo dos apaixonados e pousei novamente na cinza realidade, aguardando cautelosamente o dia em que ao andar na rua, sem pretensão alguma eu encontre aquela mulher, com os mesmos cabelos para inserir em minhas loucuras, fazer desta a mulher da minha vida, nem que seja por alguns instantes e apenas em minha perturbada e solitária mente.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Olá,venho aqui para pedir que acessem e comentem meus textos que estão no "Recanto das Letras"
Muito obrigado a quem acessar.Abrçs.

urlhttp://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=160681 

quinta-feira, 2 de abril de 2015

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Paixão: Sentimento de loucos








Paixão é sofrer

É não ter,é precisar
O que seria da paixão sem a dor,
A ausência?
Não seria paixão

 É precisar do inútil,
É querer o que não se quer
Mas o corpo precisa
Paixão é alimentar-se
Do que suga-lhe a vida

Estar apaixonado
o é olhar longe com cara de bobo
É sorrir às estrelas e vê-las
Sorrindo de volta.
Estar nas nuvem com os pés laçados na viciante loucura.
Paixão é medo,é angustia,
É saudade.
Paixão não dura,mas não acaba,
É insaciável.
O corpo transpira
As pernas tremem,
O peito delira,
A mente teme.
Então tudo pira...
Ah,esta paixão, sentimento mais masoquista,
Onde a tortura
Só melhora o jogo de sedução
Onde todos choram,todos gritam
E todos morrem,
mas só sofre verdadeiramente quem nunca se apaixonou.

Repito,se não fosse assim com certeza, não seria paixão...
Meu grande amor





Ninguém sabe, nem eu mesmo, o tamanho deste amor, não sei se os laços são tão fortes par resistir ao tempo. Não quero flores, nem amores, só quero este, o teu, o agora.De meu amor, imploro, não duvide, ele é grande, é intenso, é verdadeiro.Mas e o tempo? Este me atormenta.
Poderia dizer que meu coração sangra, que a mente desanda e minha vida não anda; que eu sou você, que minha vida é você, que tudo é você, mas isto não direi, não me humilharei.
Pareço esperar por um futuro que não chega, nem posso chorar, pois lágrimas já não restam.Este amor é tão imenso que quero correr por folhas escrevendo seu nome, rabiscar nas paredes pintando teu rosto, mesmo sabendo que você não sabe, que você não ouve.Conto sempre as horas, os minutos, os segundos, décimos, centésimos e milésimos, conto cada batimento que anseia teu corpo, cada lágrima cadente que não pode ser enxugada.Me sinto um bobo!  Achei que nunca seria capturado por esta tão grande breguice do amor.
Cada passo, eu sei, me afasta de você, porém, cada verso, versos tortos que escrevo, me fazem sentir sua pele, como se toda essa distância se resumisse em um abraço.
Posso parecer precipitado, talvez louco, mas eu te amo, não digo isto como solto frases prontas, vazias.Minha palavra é sincera, minha verdade soa desespero.
Meu comprimido coração quer gritar para o mundo inteiro ouvir, grito o mais alto que puder, porém meu corpo, este prefere sussurrar palavras suaves no pé de seus ouvidos, como se nossas vozes fossem o último som do mundo.Prefiro lhe ter em meus braços, provar do teu abraço e tudo que tens, quero amar-te. Se tu  tão singela, tão perfeita, se tu me amas, me encontre, venha a mim na hora marcada: quando os ponteiros de seu coração passarem pela letra de meu nome e seu peito estiver a ponto de explodir como o meu. Lhe espero na mesma já simplória agonia, meu grande e único amor.