Deprimente olhar
Se choro, fecho os olhos,
Me escondo embaixo dos lençóis
sem ver a vida correr.
Meu coração diz "insista".
Minha mente contradiz.
Não sei se deito e espero acontecer,
Ou vou à luta sem chances de vencer.
Minha alma não corresponde meus comandos.
Como alguém que ressuscita e logo morre,
Os lugares que minha vida percorre.
As portas que vejo à minha frente estão trancadas.
Esperança? Já não sei se em mim reside.
Minhas forças de vencer são maltratadas,
Meu futuro em me chamar não se decide.
Minhas pernas já não me aguentam mais.
Minhas pernas já não me aguentam mais.
Meus braços já não querem levantar.
Meu olhar entristece quem está perto,
Minha vida já não sei se vou levar.
Ou é o caminho,
Rumo à felicidade.
Paro ou corro, ando ou morro,
Recomeço.
Sou refém de minha própria ansiedade.


